quarta-feira, 2 de junho de 2010
E os bancos continuam a dizer que a culpa é só nossa?
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=Q0zEXdDO5JU&feature=fvst
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=iYhDkZjKBEw&feature=channel
E os bancos continuam a dizer que a culpa é só nossa?
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Banqueiros avisam: "Vamos ter que Mudar de Vida"
Olá a todos nos últimos tempos não tenho colocado nenhum post, por falta de tempo.
Mas felizmente, agora com mais tempo estou de volta, principalmente com a situação do país no estado que está.
No outro dia vinha no carro a ouvir a TSF como de costume, e ouvi as declarações dos responsáveis dos 5 maiores banco nacionais. Não quis acreditar nas declarações, e tive que vir á internet confirmar o que tinha ouvido. A notícia está transcrita em baixo.
Quase que não tenho palavras, nos últimos anos fomos bombardeados com anúncios dos bancos na nossa televisão, rádio, e impressa, a nos dizerem, compre carro, vá de férias, compre casa, faça a vida que quer que nós “Damos o dinheiro”. Eles que Aprovavam créditos, a toda a gente.
O mais ridículo são os exemplos que eles usam para dizer que os Portugueses viveram acima das possibilidades, que são os produtos que eles mais faziam publicidade, e aliciavam os portugueses: Casas, Carros e Férias.
Agora lavam as mãos, a dizer que a culpa é nossa? Sim a culpa também é nossa porque fomos na conversa deles, mas eles não estou isentos de culpa, e não nos podem dar lições de moral.
Meus senhores, eu sei que vocês vivem da venda dos vossos produtos como os créditos, compreendo as vossas vendas agressivas, são empresas que visam o lucro, e quanto mais melhor. Agora fariam melhor estarem calados, ou se quisessem proferir estas declarações com as quais eu concordo, deviam assumir a vossa parte de culpa. Agora proferirem estas declarações, fazendo entender que não têm parte da culpa, isso é ridículo.
Noticia retirada do site :
Banqueiros avisam: «Vamos ter de mudar de vida»
Responsáveis dos cinco maiores bancos partilham ideias sobre a actual situação económica e futuro do país. E deixam um aviso claro: o acesso ao crédito vai mesmo apertar
«Ter várias casas, dois carros por família, fazer refeições em restaurantes e férias no estrangeiro». Estes são alguns exemplos de que «vivemos acima das nossas potencialidades». Algo que, para Carlos Santos Ferreira, presidente executivo do BCP, vai ter de mudar.
«Vamos ter de mudar de vida. Não vale a pena continuar a reduzir taxa de poupança e a continuar a viver acima das nossas potencialidades. A situação é séria», disse Santos Ferreira, mas estas palavras podiam vir de qualquer outro responsável por um dos cinco maiores bancos nacionais.
Porque «o crédito fácil acabou», como voltou a referir Fernando Ulrich, do BPI, Faria de Oliveira, responsável pela CGD, orienta o caminho a percorrer: «Temos de apostar nas áreas e sectores onde podemos ser mais fortes».
Quanto às medidas de austeridade, definidas pelo Governo e que vão hoje a debate na concertação social, serão suficientes.
«Neste momento, é preciso aplicar estas medidas. Foram as que foram decididas e não vejo razões para as criticar», disse aos jornalistas Faria de Oliveira, à margem do VIII Fórum Banca e Mercado de Capitais, que decorreu em Lisboa.
Uma opinião, mais uma vez, partilhada por Santos Ferreira: «Provavelmente estas medidas chegam». E quanto a uma possível ajuda do FMI a Portugal, o líder do BCP é claro: «Numa altura em que toda a gente fala, temos de ter calma quanto aos nossos próprios comentários. Por agora, estas medidas são suficientes».
Adiar grandes obras era importante
Já sobre o adiamento das grandes obras, esta também foi uma decisão aplaudida pelos banqueiros portugueses: «É melhor esperar seis meses do que decidir agora», sintetizou Santos Ferreira.
Os responsáveis dos cinco maiores bancos nacionais apontam, também, o mesmo culpado: as agências de rating.
«Há milhões de desempregados, milhares de empresas falidas que resultaram das más observações das agências norte-americanas», comentou Santos Ferreira.
Por isso, a decisão de criar uma agência de rating europeia é aplaudida pelos banqueiros. «Penso que é uma iniciativa salutar», resumiu Fernando Ulrich, do BPI.
Já Nuno Amado, do Totta, considera que para apoiar a economia, os bancos também precisam de apoio, vindo essencialmente do Estado.
Isto porque, segundo Athayde Marques, presidente da Euronext Lisbon, «os bancos são essenciais para a recuperação económica».
Para o responsável da bolsa nacional, há um engano aparente: «Os investidores internacionais não estão a sair do mercado português, muito pelo contrário. Quem está a sair são os investidores institucionais portugueses. O que é uma pena porque não podemos desinvestir no nosso país».
É neste sentido que o sector financeiro tem «um papel essencial» para apoiar o investimento em Portugal.
